domingo, 1 de abril de 2012

Audiência pública debateu vacinação gratuita contra o vírus HPV


Nesta sexta-feira (30/03) cerca de 200 pessoas, entre lideranças sindicais, de bairro e do movimento de mulheres, participaram de audiência pública que debateu a implantação, no município de São Paulo, da vacina gratuita contra o vírus HPV (papiloma vírus humano), o principal causador do câncer de colo de útero. O tema ganhou destaque entre os participantes e levou a esclarecimentos.

A audiência foi proposta pelo Vereador Francisco Chagas, que é também autor do projeto de lei nº 225/09, que tramita na Comissão de Administração Pública da Câmara, desde 2009.

No auditório Prestes Maia, o parlamentar coordenou a mesa, formada por especialistas na área da saúde.

A vacina contra o HPV ainda é inacessível para boa parte das mulheres, por ter um custo elevado (aproximadamente R$ 1.000,00 as três doses) e estar disponível apenas em clínicas particulares na cidade.

Entre os convidados, esse foi o principal argumento em relação à implantação dessa vacina no sistema público de saúde. Para Guido Levi, vice-presidente da Associação Brasileira de Imunização, apesar do custo, ele acredita que essa vacina será incorporada o mais cedo possível no programa de vacinação do município de São Paulo.

Outro ponto destacado por parte dos técnicos que integravam a mesa, foi a dificuldade na logística de vacinação.

Com uma fala efusiva em defesa da saúde da mulher, a médica Albertina Costa, do Hospital das Clínicas de São Paulo, parabenizou o Vereador Francisco Chagas pela iniciativa e defendeu a aprovação do seu projeto de lei. Ela acredita que o sistema inadequado de saúde leva muitas mulheres à morte. “Não admito colocarem preço na vida de uma mulher”, disse, referindo-se à discussão sobre o custo e logística da vacinação.

A União de Mulheres de São Paulo, representada por Maria Amélia Teles, também defendeu a aprovação do projeto de lei. Amelinha também lamentou que “quando se discute a saúde das mulheres se pensa apenas em valores econômicos”. Para ela, além da vacinação é preciso pedir por um melhor atendimento na rede pública, com assistência integral em todas as fases da vida.

Apesar das ressalvas, o médico André Malavasi, do Centro de Referência da Saúde da Mulher do Hospital Pérola Byington, falou da importância da vacinação e fez “um apelo aos presentes para que lutem não só pela vacina, mas para que a prevenção seja efetivamente cumprida, além de buscar ampliação da verba da saúde e a capacitação para os profissionais”.

Antes de encerrar a audiência pública, o Vereador Francisco Chagas defendeu a inclusão de um programa de saúde pública no município que trate dessa questão, e falou da necessidade de ampliação no atendimento e  proteção às mulheres.

Participaram da audiência, Dr. Guido Levi, da Associação Brasileira de Imunização; Dra. Albertina Duarte Takiuti, médica do Hospital das Clínicas de São Paulo; Dr. Carlos Eduardo Veja, técnico da saúde da mulher, da Secretaria Municipal de Saúde; Dr. Luiz Claudio Ferreira Espínola e Dra. Maria Ligia Bacciotti, ambos do Centro de Controle de Doenças do Município de São Paulo – Covisa; Dr. André Malavasi e Dr. Roney Signorini, do Centro de Referência da Mulher, do Hospital Pérola Byington; Maria Amélia Teles, da União de Mulheres.

Nenhum comentário:

Postar um comentário