Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT) mostra que a sacola plástica comum é apontada como a que menos polui, em comparação com as demais, pois se decompõe mais rapidamente.
Em 45 dias de estudo, essa sacola de plástico comum obteve 28% de decomposição, índice bem acima da sacola de amido de milho (15%) e da sacola oxibiodegradável (2%). Apenas a sacola de papel obteve resultado melhor 41% de decomposição. O estudo foi encomendado pela Rede Globo de Televisão e divulgado no dia 15 de maio.
Com um projeto de lei que defende o retorno das sacolas plásticas nos supermercados tramitando na Câmara Municipal de São Paulo, o Vereador Francisco Chagas agora inclui em sua tese as informações que constam no estudo apresentado pelo IPT sobre a biodegrabilidade das embalagens. “O resultado surpreendeu muita gente, em especial aqueles que diziam que a sacola de plástico comum leva 400 anos para se decompor”, comentou o parlamentar. “Definitivamente, a sacolinha não é a grande vilã da poluição ambiental”, conclui.
De acordo com o estudo, o tempo de decomposição das sacolas na natureza depende da quantidade de fungos e bactérias que consomem aquele produto. Quando os microorganismos se alimentam desse material é liberado gás carbônico. A quantidade de gás liberado indica se o material é mais ou menos biodegradável.
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