
Na manhã da última sexta-feira (15/06), a obrigatoriedade de instalação de portas de segurança nas agências bancárias foi tema de discussão durante audiência pública promovida pelo Vereador Francisco Chagas, e que reuniu mais de 150 pessoas. A audiência foi realizada através da Comissão de Finanças e Orçamento, em conjunto com a Comissão de Administração Pública.
O vereador Francisco Chagas avaliou como fundamental o retorno da discussão sobre o tema. “Antes do Projeto de Lei ser aprovado nesta Casa, ficamos dois anos discutindo sua viabilidade. Infelizmente, o PL foi vetado pelo Executivo. Agora, com esta audiência, queremos retomar a pauta e debater qual é a melhor solução para todos. Iremos avaliar se faremos um substitutivo ou batalharemos para derrubar o veto do Executivo, tudo envolvendo a opinião pública, provocando uma mobilização dos setores e da sociedade”, analisou.
Para o parlamentar também existem outros dispositivos que podem aprimorar o uso das portas de segurança e obter uma melhor eficiência. “Já temos no mercado um sistema de segurança que identifica apenas armas de fogo, e ele poderia ser utilizado para que as pessoas que estejam com objetos metálicos comuns não sejam barradas nas portas, e nem passem por qualquer constrangimentos”, acrescentou.
A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvândia Moreira, afirmou que os funcionários estão apreensivos, preocupados com a questão da segurança e são totalmente favoráveis à manutenção dessas portas. Ela defendeu que outras medidas devem ser tomadas pelos bancos. “Deveriam aumentar o número de vigilantes e instalar biombos nos caixas, para que ninguém veja o que a outra pessoa está fazendo”, sugeriu.
Para ela, é essencial que os bancos invistam, ainda, em uma campanha de esclarecimento da população a respeito da importância da utilização das portas de segurança.
O presidente da CONTRAF/CUT, Carlos Cordeiro endossou as palavras da presidenta do sindicato e lembrou que os bancos se utilizam de índice de eficiência, onde é preciso ganhar mais e reduzir o custo. “Os bancos não investem em segurança; querem proteger apenas o dinheiro e não se preocupam em preservar a vida”.
Contrário ao projeto, Pedro Vioto, coordenador de Segurança da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), defendeu que o dispositivo seja opcional. “Há locais em que as portas giratórias são dispensáveis. Acreditamos que essas portas devam ser uma decisão da instituição, mesmo porque esses dispositivos não identificam armas de fogo”, avaliou. Ele garantiu que os bancos investiram em segurança, mas não especificamente em portas giratórias.
Para o presidente da Confederação Nacional dos Vigilantes, José Boaventura Santos, as portas giratórias são fundamentais para que assaltos não aconteçam. “As portas são seletivas e contribuem na identificação de quem pode estar portando algum tipo de objeto perigoso; elas ajudam a evitar os assaltos”, argumentou. Ele defende que a responsabilidade da segurança é do banco e que os vigilantes são totalmente contra a retirada das portas giratórias. “As agências não são butiques, precisam ter segurança”, contrariando os argumentos dos bancos sobre a questão da estética das agências.
O vereador Alfredinho participou da audiência pública e também defendeu a instalação de dispositivos de segurança nos bancos. A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo foi convidada, mas não compareceu. Já a Secretaria de Segurança Urbana do município de São Paulo foi representada por Gilda Barbosa, inspetora da Guarda Civil Metropolitana.
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